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CulturAtiva oferece oficinas gratuitas de palhaço

Por Carla Maio

Publicado em 26/02/2019, às 14:33

Editado em 06/03/2019, às 13:51

Descobrir o palhaço que cada um tem dentro de si. No mês de março, a Prefeitura de Guarulhos e a Secretaria de Cultura, por meio do Programa CulturAtiva, oferecem novos módulos da oficina “O Ser Palhaço”, no Teatro Nelson Rodrigues, na Vila Galvão, e no Adamastor Centro, no Macedo. Destinada a adultos e jovens com idade a partir de 16 anos, as oficinas são gratuitas e não têm limite de idade para participação.

No Teatro Nelson Rodrigues, os encontros semanais acontecem às quartas-feiras, das 14h às 17h. Já no Adamastor, as oficinas acontecem aos sábados, das 9h às 12h. Os encontros são oferecidos em módulos semestrais e as vagas são limitadas a 20 pessoas por turma. 

Para se inscrever, os interessados devem acessar o link https://goo.gl/forms/Cg4vfptYaFpDbVr03. Para conhecer outras oficinas oferecidas pelo Programa CulturAtiva, como Contação de Histórias, Criação de Site e Blog, Dança do Ventre, Iniciação Teatral na 3ª Idade, entre outras, acesse:  http://portaleducacao.guarulhos.sp.gov.br/portal/ 
De acordo com o arte-educador Kin Yokoyama, as oficinas têm como principal objetivo levar o grupo de participantes possíveis visões, percepções e a descoberta dessa criatura tão confusa que habita em cada um de nós: o palhaço. Para tanto, o jovem e entusiasmado educador explica que, ao longo da oficina, são utilizadas inúmeras estratégias metodológicas, como dinâmicas de teatro canto, dança, interpretação e improviso, exercícios de triangulação, olhar, estímulos de audição e confiança.

O fio da meada

O professor Kin, mais conhecido pela alcunha do palhaço Kindym, explica que, ao longo dos encontros, cada participante vai desenvolvendo habilidades individuais para encontrar o fio da meada, ou seja, encontrar as características que vão compor sua personagem, a partir daquilo com o que mais se identifica, independente do local onde vai atuar no futuro, se no picadeiro, teatro de rua ou em hospitais: “Nos primeiros meses de curso, oferecemos vários leques de possibilidades de diferentes técnicas, para que as pessoas possam simpatizar com algumas delas e construir seu personagem a partir daí”.

De acordo com Kindym, ser um bom palhaço exige um olhar diferenciado para o dia a dia, um olhar cheio de amor, uma habilidade que pode ser desenvolvida com treino. Nessa perspectiva, a proposta vai muito além de estudar a figura do palhaço para tornar-se um palhaço, antes, descobrir todo o potencial adormecido em cada um.

 

Descobrindo o seu palhaço

O resultado dessa busca pelo “ser palhaço” já impactou sobremaneira a forma como os participantes passaram a encarar não apenas o cotidiano e a sociedade, mas também a si mesmos. Fernanda Ferreira de Souza, de 16 anos, é quem dá vida à palhaça Aurora. Estudante do 3º ano do Ensino Médio na EE Dom Paulo Rolim Loureiro, Fernanda conta que decidiu fazer o curso de palhaço como forma de aprimorar seus estudos em artes cênicas, e agora acumula duas grandes paixões: “Hoje, posso dizer que sou uma pessoa completamente diferente por causa da palhaçaria, pois a descoberta do ser palhaço é muito mais sobre você, sobre autoconhecimento e evolução. Com absoluta certeza, as oficinas têm me ajudado a crescer pessoalmente, profissionalmente e a entender como lidar com minhas limitações”.

Estudante do curso técnico de teatro do Senac, Luísa Silva, de 18 anos, é aluna do curso de teatro da Cia DRT, em Guarulhos, já há 4 anos. A palhaça de Luísa, a Selma Semolina, expressa a grande devoção da jovem por diferentes artes expressivas, como o teatro e a dança: “Antes eu acreditava que o palhaço era uma figura misteriosa, mas quando comecei a ler sobre isso, descobri que ele é muito mais verdadeiro, pois se baseia no amor, no voltar a ser criança. O palhaço permite que você seja você mesmo, a Selma Semolina nada mais é que eu mesma, no palco, mostrando meu amor para o público, uma experiência única e linda”.

O escrivão de polícia Havaí Inácio, de 48 anos, é o palhaço Pantin Garapa, personagem que celebra bastante experiência com o nariz vermelho, mas que mesmo assim, decidiu procurar a oficina de palhaço para dar continuidade ao aprendizado: “Quem tem o palhaço dentro de si, não se cansa de aprender, é momento de renovar a energia e compartilhar conhecimentos com as outras pessoas, o palhaço nunca está pronto, ele está sempre se construindo”.

Para aqueles que ainda têm dúvidas se a Oficina de Palhaço é um caminho a seguir, o palhaço Pantin Garapa deixa importante recado: “A oficina vai te proporcionar aprendizados para toda a vida e vai te dar outra visão do mundo, do respeito às pessoas, a possibilidade de levar amor e carinho para outras pessoas, é realmente transformador deixar a criança que temos em nós florescer”. 

Poeta, Ator, Músico, figurinista, cenógrafo e palhaço (clown), KinYokoyamapossui trajetória permeada por sua participação emelencos de diversas companhias de São Paulo e Guarulhos, atuando também como roteirista e produtor em performances teatrais e intervenções artísticas. Atuou ainda no laboratório Poético “Dissertando no Balcão”, no Projeto “Hospitalegre”, Cia. Teatral Circo Nosso de Cada Dia, Escola Naniko`SCircus, e com a formação na Linguagem do Teatro de Rua e também em cursos específicos com Ésio Magalhães (Barracão Teatro de Campinas).

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