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Professora da Rede Municipal aborda práticas inclusivas com alunos do AEE

Por Danielle Andrade

Publicado em 08/03/2019, às 11:04

Editado em 12/03/2019, às 11:01

Foto: Danielle Andrade

Compreender as necessidades da criança com deficiência, oferecendo um atendimento humanizado que rompe as barreiras da aprendizagem. Essas são algumas das características dos professores que atuam no Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas Escolas da Prefeitura de Guarulhos. Atualmente, 50 unidades escolares do município oferecem esse atendimento para toda a rede própria, com profissionais com formação específica para o apoio pedagógico imprescindível aos alunos com deficiência ou Transtorno do Espectro Autista.

Rodeado de muito amor e carinho, os alunos que necessitam desse olhar encontram na professora Adriana Maximo dos Reis, 40 anos, a sensibilidade e a delicadeza que precisam para se desenvolver. Desde 2016, a professora atende cerca de 40 alunos no polo de AEE da EPG Dolores Gilabel Hernandes Pompeo, no Parque Continental II, além de outras duas unidades escolares da Prefeitura que são escolas de abrangência do referido polo: Casemiro de Abreu e Mario Quintana.

“Os recursos da sala potencializam o atendimento, pois nela a criança encontra todo o suporte do qual necessita. Esse atendimento também auxilia os professores em suas práticas pedagógicas e as famílias no modo como podem colaborar com a aprendizagem de seus filhos”, enfatiza Adriana ao se referir ao empenho da gestão, com a criação da sala de AEE para alunos com deficiência. A sala é equipada com ferramentas necessárias à aprendizagem e desenvolvimento cognitivo dos alunos, público alvo da Educação Especial.

Uma relação de confiança 

No atendimento do aluno Lucas Limming, de 6 anos, com paralisia cerebral, a professora do AEE conta também com o apoio da estagiária de enfermagem Bruna Carolayne Neves da Silva do projeto “na Diferença se Faz e se Aprende”, que auxilia na alimentação por sonda, higienização, no posicionamento correto do corpo, além de massagens por conta do longo tempo que a criança passa sentada na cadeira de rodas.

“Muitas vezes, a escola é o único espaço no qual o aluno atendido pelo AEE tem contato com outras crianças, essa conexão é muito importante, pois no olhar das crianças não existe preconceito, mas sim uma aproximação acolhedora. Recentemente, um aluno ficou chateado, porque o Lucas não podia comer o bolo do seu aniversário, então a gente explica com muito carinho, para que eles possam compreender as limitações de cada um.”

A professora acrescenta ainda que um dos desafios é descobrir quais formas de se comunicar com a criança, além da fala: “Orientamos os alunos que o ‘sim’ pode ser representado por um sorriso; já o ‘não’, estamos analisando qual será a melhor forma, se é pela expressão da sobrancelha, ou outra expressão para que a criança possa assimilar a negação”, explica Adriana Maximo dos Reis.

“Na Diferença se Faz e se Aprende”

O projeto realizado em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e a Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos, por meio da Divisão Técnica de Políticas para Diversidade e Inclusão Educacional, e conta com a participação de estagiários do curso de Pedagogia e estagiários do curso de Enfermagem de diversas Universidades e Faculdades.

A iniciativa tem como objetivo integrar e ampliar o Apoio à Inclusão Escolar, contribuindo na garantia da permanência e da qualidade da educação dos alunos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento e, em especial, aqueles na condição de dependência para realizar as atividades de vida diária.