Alunos da EJA apresentam espetáculo sobre a música negra no rádio



Por Danielle Andrade
Publicado em 26/11/2019
Editado em 14/01/2020, às 12:44

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Show de calouros, Jovem Guarda e variados passos de dança movimentaram a EPG Crispiniano Soares na última sexta-feira (22). A apresentação dos alunos da EJA sobre a era do rádio e as contribuições da música negra reuniram professores e familiares dos alunos, que prestigiaram e se divertiram com a programação musical entre 1940 e 1990.

A apresentação reforçou as comemorações do Novembro Negro e foi organizada pela professora de língua portuguesa Miriã Soares com o apoio da equipe escolar. Ao longo do semestre a professora envolveu os alunos com o tema, fazendo com que todos participassem do projeto de alguma forma.

“Quando começamos a ensaiar acolhemos as sugestões dos alunos sobre quais as músicas e danças se encaixavam melhor no roteiro e eles foram se empolgando cada vez mais com o projeto. É gratificante ver o resultado do nosso trabalho se expandindo para fora da escola, com a grande participação da comunidade”, destacou Miriã sobre o protagonismo dos alunos.

Valorização da cultura brasileira

Durante a apresentação, simulando três programas de rádio, os alunos da EJA realizaram leituras de poemas, cartas dos ouvintes e danças, além de show de calourossobre a era de ouro do rádio nacional e a força da música negra.

Para o coordenador pedagógico da EPG Crispiniano Soares, Rubens Celso, discorrer sobre o rádio, sua história, é falar sobre o resgate da memória do Brasil. “Um país sem memória não pode ser considerado um país”, resumiu. Ele relembrou ainda suas experiências desde a infância no Estado da Bahia, quando acordava com a rádio comunitária, e como esse meio de comunicação ainda continua presente no cotidiano de muitos brasileiros.

 “A tecnologia começou pela rádio e tem grande valor nos meios de comunicação nos dias atuais. Podemos ver que, mesmo com tantos avanços tecnológicos, o rádio permanece forte, principalmente nas comunidades, como na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro”, explicou Celso.

O espetáculo repleto de animação do público contou com a efervescência da música negra e a valorização da cultura brasileira com composições de grandes artistas que circularam nas ondas curtas e na frequência modulada do rádio. Dentre elas, a canção Domingo no Parque, de Gilberto Gil, e a obra da compositora e cantora Dona Ivone Lara, Sorriso Negro, de 1981, em um hino à negritude:“Negro é uma cor de respeito / Negro é inspiração / Negro é silêncio, é luto / Negro é a solidão”.




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