Prefeitura de Guarulhos divulga relatórios com dados do mapeamento cultural



Por Carla Maio
Publicado em 04/06/2020
Editado em 04/06/2020, às 18:18

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A Prefeitura de Guarulhos, por meio da Secretaria de Cultura, elaborou a primeira edição do relatório sobre o mapeamento cultural de trabalhadores da cultura e espaços culturais da cidade. Os relatórios, disponíveis para acesso no endereço www.guarulhos.sp.gov.br/mapeamentocultural, apresentam dados coletados no período de 27 a 31 de maio, e serão atualizados e disponibilizados quinzenalmente com novos dados, a partir da continuidade do mapeamento.

Além de oferecer um diagnóstico do impacto provocado pelas restrições impostas pela pandemia do novo Coronavírus o mapeamento também permite o planejamento de medidas que possibilitem um retorno rápido e organizado das atividades culturais no período pós-pandemia.

Os dados 

A primeira edição do relatório sobre os trabalhadores da cultura contabilizou 86 registros de pessoas ligadas a 18 diferentes setores culturais. Desse total, o Artesanato conta com 24% das atividades. A proporção de trabalhadores sem emprego formal ativo alcança 76% e apenas 27% do total recebem o auxílio emergencial de R$600,00 do Governo Federal.

Já o relatório de espaços culturais contabilizou o registro de oito espaços, dos quais dois são imóveis próprios e seis, locados. Vinte pessoas é o maior número de trabalhadores que atuam diretamente em um dos espaços, já os demais espaços possuem de uma a quatro pessoas trabalhando. Metade dos espaços são geridos por micro ou pequenas empresas.

Considerando a permanência do cadastro para mapeamento cultural de artistas e espaços culturais do município ao longo de todo o período de distanciamento social e também no pós-pandemia, o Secretário de Cultura, Vitor Souza, enfatiza a importância da coleta e organização desses dados: “O preenchimento do cadastro para mapeamento cultural é de grande importância para garantir que recursos emergenciais externos, caso venham a ser liberados, possam chegar aos artistas independentes e espaços culturais o  mais rápido possível”, observa. 

Vitor Souza ressalta ainda que o mapeamento cultural é uma ferramenta permanente da cidade para que as ações emergenciais na área da Cultura possam ser pensadas de maneira ampla: “Isso gera estratégias para que a cidade se reconheça em suas atividades e para que possamos nortear tais ações diante do Plano Municipal de Cultura. É fundamental que os artistas se apropriem desse cadastramento e incentivem uns aos outros ao seu preenchimento, para que possamos ter um retrato fiel das atividades da cidade e, nesse momento de pandemia, dos impactos causados, tanto do ponto de vista social quanto do ponto de vista econômico, de todos os trabalhadores da Cultura em diferentes áreas, sejam elas artísticas, técnicas ou de suporte e formativas”. 

Para conhecer os dados da primeira edição do mapeamento cultural, acesse: www.guarulhos.sp.gov.br/mapeamentocultural

Foto: Camila Rhodes




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