Por Danielle Andrade
Publicado em 29/05/2026
Editado em 01/06/2026, às 10:43

Com o objetivo de explorar o território, envolver a comunidade e criar memórias, a programação da Semana Mundial do Brincar contou com diversas atividades interativas em Libras e brincadeiras da comunidade surda. As oficinas fizeram a alegria dos alunos das unidades parceiras Jurema III, Portelinha II e Bota Fogo, além da EPG Faustino Ramalho. As ações funcionaram como fortes aliadas na aprendizagem inclusiva de bebês e crianças surdas, explorando movimentos, expressões corporais, faciais e sinalizadas, além da coordenação motora na Educação Infantil.
No dia 27 de maio, na unidade Portelinha II, no Sítio São Francisco, a professora bilíngue itinerante Ennária Maria Dantas, acompanhada pelas educadoras da unidade, realizou atividades lúdicas como batata-quente, vivo ou morto e casinha, entre outras brincadeiras populares. Cheio de entusiasmo, o aluno surdo Enzo Marques, de 4 anos, também participou da programação com os colegas de classe e aprendeu novos sinais em Libras (Língua Brasileira de Sinais) durante os momentos de interação com o coordenador de programas educacionais Rafael Miguel, da divisão de Diversidade e Inclusão.
A iniciativa envolveu estudantes surdos e ouvintes das unidades escolares, além da temática da inclusão trabalhada com os professores durante os encontros da Hora de Trabalho Coletivo (HTC).
Brincando juntos
Para além do espaço escolar, a gestão teve a ideia de pintar a amarelinha na rua da escola, que é sem saída, juntamente com o apoio da equipe da unidade. As famílias foram convidadas a participar desses momentos especiais diversão, alegria e conexão no espaço externo. A programação incluiu também a confecção de pipas de mão para as crianças levarem para casa, potencializando o brincar como ferramenta de fortalecimento de vínculos.
Durante as atividades coletivas, as turmas cantaram cantigas de roda tradicionais que passam de geração em geração. A prática estimulou a socialização, a imaginação, o ritmo, a memória e o desenvolvimento motor das crianças.
EJA Diurna
No dia 25, estudantes surdos e ouvintes de três turmas da EJA Diurna (Educação de Jovens e Adultos) da rede municipal participaram de uma manhã interativa com brincadeiras da comunidade surda usuária de Libras (Língua Brasileira de Sinais), como batata quente na versão dos surdos, telefone sem fio sinalizado e elefantinho, entre outras.
A EPG Edson Nunes Malecka, integrada ao CEU Ponte Alta, e a EPG José Jorge Pereira, integrada ao CEU Vila São Rafael, estiveram com os estudantes da EPG João Alvares, que utiliza o espaço do Centro Municipal de Educação e Artes (Cemear). As atividades valorizaram a ludicidade, um dos princípios norteadores da Semana Mundial do Brincar, além de estreitar a convivência coletiva e aproximar os estudantes de aspectos culturais da comunidade surda.