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EPG Dr. Heitor Maurício promove vivências indígenas com alunos da Educação Infantil



Por Carla Maio
Publicado em 01/09/2026

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Com o objetivo de possibilitar a ampliação de conhecimentos sobre a história e cultura indígena na Educação Básica, em conformidade com a Lei 11.645/08, a EPG Dr. Heitor Maurício de Oliveira, no Jardim Bom Clima, intensificou durante todo o mês de agosto ações pedagógicas transversais sobre a diversidade étnico-cultural dos povos originários.

Com as turmas da Educação Infantil (Berçário I, II, Maternal e Estágio I), o grupo de educadores organizou rodas de músicas com instrumentos indígenas, rodas de conversas com elementos naturais, exploração e degustação de alimentos, trilha sensorial, confecção de brinquedos e instrumentos, grafismos, brincadeiras e a leitura do livro “Tulu – Em busca de um lugar para viver”, de Donaldo Buchweitz.

A professora Denise Barreiros considerou bastante significativo acompanhar as crianças durante essas experiências. “Algumas crianças já conheciam alguns alimentos, mas poder manipular, cheirar e experimentar trouxe muitas descobertas e surpresas. O que mais me chamou a atenção foi perceber que não houve resistência, mas muita curiosidade e vontade de explorar”, disse a educadora. Para Denise, ver as crianças descobrindo juntas, compartilhando suas percepções e vivenciando esse momento tornou a experiência ainda mais especial e significativa para o grupo de professores.

Os professores também organizaram rodízio de vivências, possibilitando que as crianças explorassem diferentes atividades e experiências. Cada sala experenciou um ambiente por um determinado tempo e circulou por diferentes espaços, como o cantinho das brincadeiras indígenas, aldeia, artesanato com argila, pintura com elementos naturais, entre outros. Dessa forma, todas as crianças experimentaram a atividade com suas próprias percepções e descobertas.


Para a professora Aparecida de Lourdes Paes, explorar a aldeia foi uma experiência muito significativa para as crianças. “Elas entraram no contexto da brincadeira, utilizaram utensílios de cozinha indígenas e elementos da natureza disponíveis para preparar suas ‘comidinhas’. Também tivemos momentos de pesca no rio imaginário, brincadeiras na rede e outras vivências criadas por elas”, destacou a educadora.

Para as gestoras Márcia Cristina da Silva Mariano e Viviana Ismeria de Lima, tais vivências e aprendizagens promovem muito mais que o conhecimento sobre a cultura indígena, antes, o respeito e a valorização dos povos originários, reconhecendo sua história, saberes e contribuições para a sociedade, algo que as próprias crianças vão compartilhar com suas famílias.

“Acreditamos que é na primeira infância que construímos bases fundamentais para uma educação pautada no respeito à diversidade, na valorização das diferentes culturas e na formação de cidadãos conscientes e respeitosos. Essas aprendizagens reverberam ao longo da trajetória escolar, fortalecendo e consolidando uma formação integral desde os primeiros anos”, explicou a vice-diretora Viviana.

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