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Coletivo oferece vagas em curso gratuito online sobre cultura negra e produção cultural



Por Carla Maio
Publicado em 03/01/2022

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Até o dia 10 de janeiro estão abertas as inscrições para curso online sobre cultura negra e produção cultural, oferecidas gratuitamente pelo coletivo Pretos em Conexão. O projeto é fomentado por meio do FunCultura, com recursos da Lei Aldir Blanc.

Em meio aos objetivos do projeto está o fortalecimento de pessoas pretas por meio da formação de agentes facilitadores da cultura negra. O curso objetiva ainda facilitar o acesso à informação sobre racialidades para a população periférica e, para tanto, será realizado por meio do aplicativo WhatsApp.

Quem pode participar?

Para participar, jovens com idades entre 16 e 30 anos, moradores da cidade de Guarulhos, podem se inscrever pelo Instagram (@pretosemconexão), pelo site https://abayomicultural.com.br/curso-pretos-em-conexao ou pelo número (11) 94918-8319. Pessoas pretas ou pardas, mãe solo e pessoas trans terão prioridade no processo de seleção.

Na primeira etapa do processo, 210 jovens seguem para o curso Letramento Racial. Os 50 alunos com melhor desempenho serão chamados para a fase de Produção Cultural, que disponibilizará ajuda de custo no valor de R$500 reais para que os selecionados possam se dedicar aos estudos e à multiplicação do conteúdo a outras pessoas.

“As políticas de embranquecimento na época do Brasil colônia gerou um apagamento histórico da Cultura Negra. Ainda existem muitas pessoas pretas e pardas que não se reconhecem como tal. Portanto, nossa ideia é disseminar conteúdo sobre negritude para que possamos mudar nossa autoimagem e nossas relações”, explica a produtora cultural Patrícia Hilário, gestora do projeto.

Conteúdo do curso

Além da história do povo negro, o curso aborda temas relacionados a racialidades, com discussões sobre discriminação e preconceito, ancestralidade, afrodescendência, representatividade negra, lugar de fala, colorismo, plataformas e Influencers negros, empreendedorismo negro, entre outros.

“Menos de 3% dos diretores de cinema são negros e não existem mulheres negras dirigindo filmes. Trazer pessoas pretas para a produção cultural é necessário. É a única forma de termos a realidade preta e parda sendo retratada em narrativas que não sejam elitistas e preconceituosas. Os cargos de criatividade devem estar em nossas mãos para criarmos futuros em que não estejamos nas novelas, filmes, séries e eventos apenas em lugares operacionais”, diz Rafaela Hilário, idealizadora do curso.

Nas aulas sobre Cultura Afro, o curso aborda semiótica da comunicação, padrão de beleza, cabelo afro, danças africanas, séries negras, Rap e Hip Hop e Funk, e demais elementos que compõe a cultura negra da África e sua diáspora.

Mediadores e palestrantes

Durante o curso, os alunos serão acompanhados por tutores, em grupos no WhatsApp, onde os conteúdos serão disponibilizados em vídeos, além de discussões realizadas via chat, lives no Instagram e reuniões online. Testes serão aplicados para o acompanhamento dos participantes.

O conteúdo contará com o conhecimento de nomes da cultura preta como os antropólogos Mauro Baracho (@afroestima2) e Vivi Junqueira, Cah Fernandes, fundadora do Portal Pretitudes, Diva Green, da HairStylist, a publicitária e ativista Nina Chrispim, o relações públicas Marcus Bomfim, a artista e modelo Lu Big Queen, a produtora cultural Rafaela Hilário, as ativistas Keit Lima e Fernanda Curti, os bailarinos Felipe Cirilo e Marcela Silveira, o grafiteiro Pretoman, a baterista Priscila Hilário, o professor de História Emílio José, a palestrante Georgia Bento, entre outros.




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