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Formação pedagógica para profissionais da Educação marca início do ano letivo em 2024



Por Carla Maio
Publicado em 02/02/2024
Editado em 02/02/2024, às 13:47

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Nos últimos dias 1º e 2 de fevereiro, a Secretaria de Educação ofereceu encontros formativos aos mais de 8 mil profissionais que atuam nas escolas da Prefeitura de Guarulhos e escolas da rede parceira. A formação inicial integra o calendário do início do ano letivo, marcado ainda pela reunião das equipes escolares na próxima segunda-feira (5), e por reunião de famílias e educadores na terça-feira (6). A volta às aulas para mais de 120 mil alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) acontece na quarta-feira (7).

Os encontros com a equipe do Departamento de Orientações Educacionais e Pedagógicas (DOEP) aconteceram no CME Adamastor para os gestores e professores das áreas do conhecimento, Atendimento Educacional Especializado, Educa Mais e Classes Bilíngues, e de modo descentralizado, com polos em diversas regiões da cidade, para professores da Educação Básica: Ensino Fundamental ; Educação Infantil e Educação de Jovens e Adultos -  EJA, no período noturno.

Acolhimento e mapeamento

Além de marcar o início do ano letivo de 2024, a formação inicial também focou no acolhimento e mapeamento dos territórios educativos e, para tanto, contou com 28 polos formativos organizados de modo a aproximar formadores e profissionais das demandas das escolas e das realidades de diferentes contextos.

“Em relação ao acolhimento, nosso desejo é percorrer vários espaços da rede para discutir o que é esse acolhimento, quem vamos acolher nas nossas escolas e construir subsídios e ações de acolhimento junto aos grupos. No mapeamento, é preciso descobrir o que nossos alunos sabem, quem são suas famílias, qual é esse território, qual é a Cultura que envolve todas as pessoas da comunidade escolar”, explica Solange Turgante, diretora do DOEP.



De forma descentralizada, a Secretaria de Educação organizou a formação inicial dos professores em polos localizados em diferentes regiões da cidade, tais como a EPG Perseu Abramo, na região do Jardim Presidente Dutra.

“Estamos muito satisfeitos com essa descentralização da formação inicial, nos preparamos para esse momento desde o final do ano passado e acreditamos que esse compartilhamento de experiências será muito rico para todos os educadores e formadores”, disse Letícia Moraes, vice-diretora da unidade.

Aprender e ensinar

O professor Cristiano Alcântara falou sobre planejamento, intencionalidade e plano de ação com os coordenadores pedagógicos, ações que, no contexto de início de ano letivo, oferecem à equipe escolar a oportunidade de traçar novas estratégias para o êxito das práticas pedagógicas.

“Recomeçamos o ano pensando em qual é a finalidade da escola. Quando pensamos na escola, pensamos em várias possibilidades, e se não tivermos um foco do que é essencial, vamos nos perder logo na largada. Então, o grande foco deve ser o que é essencial para aquele espaço enquanto instituição escolar. A escola existe para aprendermos e ensinarmos, e se todos nós tivermos clareza da razão da existência da escola, fica mais fácil alcançar a ideia e o motivo pelo qual recomeçamos desta maneira”, explica Alcântara. 

À luz do Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8069/90, o advogado e psicólogo Dr. Marlon Lelis de Oliveira também conversou com os gestores sobre proteção integral e prioridade absoluta na garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. 

Já a professora Maria Regina Passos abordou a importância do mapeamento do território onde a escola está inserida.

"Conhecer o bairro, seu entorno e suas potencialidades é de suma importância, pois contribui para a formação integral preconizada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). É importante ainda conhecer as famílias: quem são essas pessoas, onde moram, quais são suas fontes de renda e qual tipo de Cultura acessam, questões que permitem a aproximação das escolas com os alunos. É essencial ainda que cada professor tenha dados sobre sua turma: quem são esses alunos, qual a quantidade de imigrantes, se há alunos negros e indígenas, como está a aprendizagem. Da mesma forma, a gestão escolar também precisa fazer seu monitoramento, pensando tanto nas famílias quanto em seus professores: se eles são do bairro, suas necessidades formativas e quais processos formativos vão potencializar sua atuação para promover uma educação de qualidade. Olhando para dentro da escola, quais são os materiais disponíveis para garantir a equidade e a diversidade, como são as reuniões de pais”.

De acordo com a palestrante, a tônica da discussão é conhecer para poder promover boas intervenções e assegurar a aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes.


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