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Roda de conversa marca encerramento do I Festival Panamérica Utópica



Por Carla Maio
Publicado em 23/08/2017
Editado em 27/01/2020, às 12:35

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Espectadores e artistas de grupos e companhias participantes do I Festival Internacional de Teatro Comunitário Panamérica Utópica se reuniram na noite do último sábado (19) na Secel – Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer para o encerramento da primeira edição do evento. O encontro aconteceu no Cemear (Centro Municipal de Educação e Artes) logo depois da apresentação do espetáculo Melodrama da Meia Noite, com a Cia Melodramática do Rio de Janeiro.

De acordo com Marllon Chaves, diretor do grupo guarulhense C.U.C.A, a realização do Festival em São Paulo sinaliza o compromisso de todos com a continuidade do evento.
“O Festival mostra que é possível trazer essa utopia de sonhar um mundo melhor. Todos os grupos participantes estão envolvidos com o teatro comunitário e com a transformação social, com essa sociedade que precisa pensar um novo mundo, e esse é o nosso foco, buscar espaços na periferia que precisam ser ocupados com cultura. Agora não tem volta, vamos incrementar cada vez mais o Panamérica Utópica para que as comunidades periféricas possam se apoderar dessa cultura”, enfatiza Marlon. 

Em meio às devolutivas dos participantes sobre as proporções que o Panamérica Utópica alcançou, a adequação do espaço do Cemear para acomodação dos artistas, envolvimento, interação e participação dos grupos, organização da programação, logística e estrutura, necessidade de aporte financeiro para que os artistas possam vir de seus países, entre outras temáticas, o grupo também  avaliou a relação com o público que assistiu aos espetáculos, sobretudo os que aconteceram nas regiões mais periféricas, e cuja formação é um dos principais desafios para os organizadores do Festival:

“Ao fim da apresentação que fizemos na Vila Carmela, uma mulher se aproximou de mim, e como uma espécie de catarse, colocou para fora todos os sentimentos que o espetáculo lhe despertou. Não sei se a compreendi, tampouco sei se ela me entendeu, mas naquele momento mágico entre duas mulheres que conversam sobre suas famílias, desejos e sonhos, a arte foi o meio de comunicação poderoso que nos uniu”, conta a artista chilena, Maricruz Días, do grupo TATU de Teatro.

O I Festival Internacional de Teatro Comunitário Panamérica Utópica teve duração de 10 dias e envolveu, além de Guarulhos, as cidades de São Paulo e Atibaia. 
A iniciativa tem como objetivo a formação de plateias e promoção de acesso democrático para o teatro por meio de mostras de espetáculos com apresentações de companhias nacionais e internacionais, palestras, rodas de conversa e oficinas sobre teatro comunitário.

Dentre os grupos que participaram da 1ª edição do Festival estão: Chico Simões (Goiás/Brasil) Tarea Urgente (Chile), Payaso Cronópio (Argentina), WEPA (México), Ciclo Teatro (Chile), Cia de Danças Zazu (Guarulhos/Brasil), AlMalPaso (Argentina), C.U.C.A. (Guarulhos/Brasil), Treme Treme (Guarulhos/Brasil), Forró da Lua (Guarulhos/Brasil), Tendas do Samba (Guarulhos/Brasil), Cia do Tombo (Guarulhos/Brasil), TATU (Uruguai) e Cia Melodramática (Rio de Janeiro/Brasil).
 



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